Narrado por Dmitri
O telefone tocou antes do amanhecer.
Poucos têm coragem de me ligar nesse horário — e todos sabem que, se o fizerem, é porque trazem algo que realmente importa.
Peguei o aparelho e atendi sem dizer nada.
Do outro lado, a voz do meu homem de confiança, Ivan, soou firme, mas com uma tensão que denunciava a gravidade do que viria.
Ivan: — Don Dmitri, confirmamos a informação. O Don italiano, Marcello, está na Rússia.
Fechei os olhos por um segundo, como quem tenta conter o incên