Narrado por Anya Petrova
O carro deslizou pelas ruas da cidade com a calma forçada que vinha da presença de Dmitri ao meu lado. Eu segurava as mãos sobre a barriga, ainda pequena, mas já suficiente para me lembrar todos os dias que dentro de mim crescia uma nova vida. Três meses. Era cedo e, ao mesmo tempo, já parecia tanto.
Dmitri mantinha o olhar fixo na janela, mas a rigidez dele entregava que estava mais nervoso do que gostaria de admitir. Eu conhecia aquela postura: ombros retos, mandíbula