Narrado em terceira pessoa (visão ampla e poética)
Dois meses passam rápido demais quando existe amor dentro de uma casa.
Maksim cresceu forte, saudável, com aquele olhar curioso que parecia carregar a alma inteira de Dmitri e o brilho doce de Anya.
A mansão respirava outra energia — corredores mais leves, risos que ecoavam, passos pequenos que ainda não existiam, mas que todos imaginavam.
Era o dia do batizado.
A neve fina caía sobre São Petersburgo, deixando o jardim branco, silencioso e puro — exatamente como Dmitri queria.
Ele não abriu o batizado para o conselho inteiro, nem para alianças de máfia.
Era uma cerimônia para a família, apenas os que faziam parte do laço mais íntimo.
E ali estavam eles.
Darya e Polina chegaram juntas, as duas com casacos longos e cachecóis claros, os olhos marejados ao verem Anya no centro da sala, ninando Maksim com toda ternura do mundo.
Darya sorriu primeiro.
Darya:
— Ele está cada dia mais lindo… parece até um anjinho.
Polina riu.
Polina:
— Um anj