O Nome do Nosso Pequeno Guerreiro.
Narrado por Catarina
Eu nunca pensei que fosse sentir isso.
Esse frio na barriga, esse medo doce, esse sorriso bobo no canto da boca só de imaginar um rostinho que eu ainda nem vi.
Mas ali estava eu, sentada na sala branca da clínica, com a mão de Mikhail apertando a minha como se o mundo inteiro dependesse daquele momento.
E talvez dependesse mesmo.
A médica entrou com um sorriso gentil, segurando a prancheta.
Eu já tinha vontade de chorar antes mesmo dela abrir a boca — culpa dos hormônios, eu acho… ou talvez do medo real do que seria o nosso futuro.
Quando ela ligou o monitor e o gel frio encostou na minha barriga, eu senti Mikhail ficar rígido.
Ele parecia uma estátua.
Só respirava — e mesmo assim, com esforço.
A imagem apareceu na tela.
Pequena.
Nítida.
Perfeita.
E o coração dele batendo tão rápido que parecia chamar o meu pelo nome.
A médica sorriu.
Médica:
— Aqui está o bebê de vocês… forte, saudável… e bem ativo.
Mikhail soltou um ar longo.
Mikhail:
— Parece comigo, então.
Eu