Narrado por Anya Petrova
A tarde estava fria, mas o céu, limpo. Aquele tipo de azul que a gente só vê em Moscou depois de uma nevasca. O carro preto parou diante da mansão, e antes mesmo da porta se abrir, meu coração já reconhecia o som dos passos dele.
Dmitri.
Fazia pouco tempo que ele havia partido para a Itália, mas parecia uma eternidade. Desde a hora que ele saiu, o silêncio da casa pesava diferente. Era como se o ar tivesse perdido o cheiro dele.
E agora, vendo ele descer do carro, com a