Narrado por Catarina Smirnova
Passei o dia inteiro tentando ocupar a cabeça, mas parecia impossível. Mikhail estava arrumando os papéis da próxima reunião e eu, inquieta, andava pela sala como uma criança que não consegue ficar parada.
Ele percebeu na hora.
Mikhail: — Catarina, o que foi? Está parecendo uma leoa presa em gaiola.
Catarina: — Nada... só cansei de ficar em casa.
Mikhail: — Então vem comigo. Vou até a mansão do Dmitri. Tenho uma reunião rápida com ele e com o conselho.
Ergui o olhar, surpresa.
Catarina: — Eu? Lá? Eu não sei se é uma boa ideia… Anya e eu não temos o histórico mais... agradável.
Mikhail: — Justamente por isso. Está na hora de mudar isso. — Ele sorriu. — E não quero te deixar sozinha.
Respirei fundo. A ideia me assustava, mas, no fundo, eu queria sair. Queria sentir o ar, ver gente, parar de pensar nas coisas que me cercavam como fantasmas.
Durante o caminho, Mikhail manteve uma das mãos no volante e a outra sobre a minha perna. O toque era firme, tranquilo.