Antonella
Eu estava tentando dormir quando ouvi batidas discretas na porta do quarto. Abri os olhos devagar, ainda sonolenta, e quando me levantei, encontrei um homem parado ali. Um soldado. Alto, postura firme, expressão impassível. Ele apenas estendeu algumas bolsas para mim, colocou um pequeno arranjo de flores sobre a mesa auxiliar e saiu sem dizer nada.
Por alguns segundos, eu só fiquei olhando para tudo aquilo, confusa.
Será que aquilo realmente era para mim?
Aproximei-me devagar e comecei a abrir as bolsas. Havia comida — comida de verdade, cheirosa, quente. Havia roupas novas, cuidadosamente dobradas. Produtos de higiene completos, desde sabonete a shampoo profissional. E, entre as flores, encontrei um envelope e uma quantia de dinheiro.
O coração acelerou.
Abri o envelope com cuidado e encontrei um bilhete escrito à mão. Reconheci a caligrafia imediatamente.
Eu não deixaria você sem comer. Lembre-se: ninguém se sustenta de estômago vazio.
Enviei algumas coisas para que você p