Narrado por Maksim
Eu havia dormido por poucos minutos, mas acordei com a cabeça latejando. Não tinha recebido notícias de Antonella ainda, e isso me deixava inquieto de um jeito que eu não sentia há anos. A filha dela estava em cirurgia, e mesmo que eu não devesse estar envolvido… eu estava. Inteiro.
O soldado que eu deixara na observação não soube me dizer nada. Tentou pedir informações na recepção, mas a atendente se recusou. Profissional demais pro meu gosto. Em outro momento, eu teria quebrado aquele vidro até ela falar — mas eu tinha acabado de sair da prisão, e não estava disposto a voltar por causa de uma recepcionista insolente.
Depois de algumas horas, recebi uma mensagem informando que Alessia havia deixado o hospital acompanhada de uma outra mulher. Respirei fundo. Pensei em mandar mensagem para Antonella, mas não queria parecer inconveniente. Não queria pressioná-la.
Mas quando o telefone vibrou com o nome dela na tela…
Eu juro: a sensação foi a mesma de ganhar uma guerra