Antonella
Ele me beijou.
Sem aviso.
Sem hesitação.
Sem me dar a mínima chance de fugir.
O beijo de Maksim caiu sobre mim como um golpe certeiro — intenso, exigente, cheio daquela brutalidade silenciosa que só homens perigosos possuem. Sua mão segurou meu braço com firmeza, a outra subiu para a minha nuca, guiando minha boca para a dele. O calor dele me envolveu antes mesmo que meu raciocínio pudesse reagir.
Por um segundo, meu corpo inteiro congelou.
Eu ainda estava tensa pelas horas no hospital, ainda tomada por medo, dúvida e exaustão.
Mas quando a língua dele tocou a minha, o mundo simplesmente… parou.
O silêncio se espalhou pelo meu corpo.
Apenas o beijo existia.
Apenas ele.
Quando Maksim afastou o rosto, seus olhos estavam escuros, intensos, analisando cada detalhe da minha reação. Minha respiração saiu falhada, traindo qualquer tentativa de controle.
Maksim: Eu não sei o que colocaram dentro da sua cabeça… mas você não merece viver assustada. Eu só quero lhe dar paz. E… se não f