Cora
“Eu quero olhar para o seu rosto todos os dias e que essa pequena cicatriz me lembre que tipo de monstro sou. E que seu sorriso me mostre que até monstros como eu tem direito a ser amado.”
Amado?
Fiquei pensando nas palavras de Antônio enquanto seus dedos iam e vinham nas minhas costas nuas, deitados no sofá.
― Você não gosta de falar do seu passado, não é? ― comentei.
― Falar me faz lembrar de algo que só quero esquecer. Meu pai me fez ir muito a terapeutas e psiquiatras. Apesar do que vo