Mundo ficciónIniciar sesiónDominic
A resistência de Maya durou apenas o tempo que a sua razão tentou lutar contra a força esmagadora do nosso elo. Encurralada contra a madeira da porta do meu gabinete, com o meu corpo cercando o seu e o meu hálito quente roçando a sua pele, vi o momento exato em que a guarda dela ruiu. O cheiro de lavanda silvestre explodiu no ar com uma intensidade quase tontamente doce, espalhando-se pelo ambiente como um convite intoxicante. O meu lobo, antes colérico e ferido, uivou em triunfo puro. — Dominic... por favor... não faça isso comigo — sussurrou ela, as lágrimas brilhando nos cílios como cristais sob a luz fraca da lareira, mas a sua boca entreabriu-se num arquejo de puro desejo quando inclinei o rosto e selei seus lábios com fúria, fome e possessividade. O beijo não teve nada de calmo. Foi uma tempestade de sentimentos reprimidos, dor e uma necessidade física avassaladora que nós dois tentávamos negar em vão. Minha língua invadiu a sua boca, devorando o seu gosto doce e quente, enquanto minhas mãos contornavam a sua cintura fina e a erguiam sem qualquer esforço. Maya soltou um gemido abafado contra a minha boca e enlaçou as pernas ao redor do meu quadril, entregando-se por completo ao fogo que nos consumia. Caminhei a passos largos até o sofá de couro escuro diante da lareira, deitando-a sobre o estofado macio sem quebrar o nosso beijo por um único segundo. Com dedos ágeis, impacientes e dominados pela urgência do meu lobo, comecei a desabotoar e subir a túnica simples de linho azul que a cobria. O tecido modesto cedeu, expondo a pele de porcelana que brilhava sob a luz dourada e alaranjada do fogo. Quando a pele de Maya ficou completamente nua diante de mim, o meu ar faltou. Ela era perfeita. Cada curva do seu corpo, a delicadeza dos seus seios firmes arfando pelo desejo, o contorno do seu quadril... tudo parecia ter sido esculpido sob medida para se encaixar no meu domínio. — Olhe para mim — ordenei, a voz rouca e grave vibrando no fundo da garganta enquanto eu me desfazia do meu próprio terno e me posicionava entre as suas coxas macias e abertas. Maya ergueu os olhos marejados, a boca entreaberta, o peito subindo e descendo em arfadas rápidas. A entrega absoluta e o desespero de um amor proibido estavam estampados em seu rosto. — Você disse que me odiava... — murmurei, roçando meus dedos na sua intimidade já encharcada, quente e terrivelmente receptiva. — Eu não consigo te odiar, Dominic... — confessou ela num fio de voz quebrado pelo pranto e pela luxúria, enterrando os dedos trêmulos nos meus cabelos e puxando-me para mais perto. — A minha alma pertence a você... Aquelas palavras destruíram a última defesa da minha razão. Afundei dois dedos de uma só vez dentro dela. Maya soltou um grito agudo de prazer que foi abafado pelo meu beijo voraz, arqueando as costas e cravando as unhas compridas nos meus ombros nus. Começo a me mover. Um movimento de vai e vem lento, firme e ritmado, deslizando dentro da umidade, conforme o meu polegar continua pressionando e circulando o clitóris sensível a cada estocada dos meus dedos. O som úmido da fricção ecoa no quarto silencioso, misturando-se com a respiração ofegante dela e com os meus próprios rosnados de pura necessidade. — Não era isso que você queria? — rosno, o meu rosto a milímetros do dela, a minha voz vibrando com uma promessa letal. — Era assim que imaginava aquela noite no Sul? Sem esperar resposta, desço o meu corpo, mergulhando o rosto no meio das pernas abertas dela e ataco o clitóris inchado com a boca. — Sim... Dominic, por favor! — ela grita, gemendo alto e se debatendo contra o meu aperto nos pulsos dela. A submissão desesperada na voz dela é tudo o que eu preciso. Mergulho o rosto ali e dou a primeira lambida. A minha língua sobe de baixo para cima, pressionando direto o seu clitóris. — Maya... Porra! — Abocanhando com força e brincando com a língua. E antes que ela consiga se acostumar, alinho dois dedos na entrada dela e os afundo de uma vez só, estocando fundo, sem aviso. Aumento a velocidade da minha mão, bombeando os dois dedos dentro dela em estocadas curtas, à medida que a minha língua trabalha no clitóris inchado. Maya se contorce debaixo de mim. As unhas dela arranham o meu couro cabeludo, apertando meus fios, conforme ela tenta abafar os próprios gemidos, mordendo o lábio inferior com tanta força, que eu temo que ela vá tirar sangue. Ainda assim, eu não paro. Quero arrancar até a última gota de sanidade dessa mulher. Fazê-la pagar pela traição que cometeu. — Dominic... — ela soluça em um sussurro quebrado, os quadris perdendo a coordenação, subindo descontroladamente contra o meu rosto. — Eu vou... Pela Deusa, eu vou… — Goza pra mim, Maya — rosno contra a pele molhada dela, a vibração da minha voz batendo direto no seu centro. No segundo seguinte, as paredes dela se fecham ao redor dos meus dedos com força. O corpo de Maya entra em colapso. Ela goza violentamente, tremendo dos pés à cabeça, as pernas se fecham ao redor da minha cabeça, praticamente me sufocando. Meu lobo rosna feliz. Mantenho a boca ali, lambendo devagar as últimas pulsações sensíveis, até que a respiração dela se transforme em um arquejo exausto e contínuo. Retiro os meus dedos devagar. O meu peito sobe e desce, o coração espancando as minhas costelas.






