Carol
A noite sussurra ao redor do rancho, o céu cravejado de estrelas que brilham como promessas. Estou na cerca do estábulo, o cheiro de feno e couro misturando-se ao vento fresco que acaricia meu rosto. Minha barriga pesa, o bebê inquieto, como se sentisse a energia que pulsa entre mim e Antony . Ele me convidou para um passeio a cavalo, algo que hesitei em aceitar com a gravidez tão avançada, mas ele insistiu, prometendo cuidado. E eu confio nele, mesmo que ele não se lembre de mim. Cada dia com ele é como um passo em direção a algo maior, algo que faz meu coração acreditar que podemos ser mais do que um erro em Nova York.
Antony surge do estábulo, levando dois cavalos pelas rédeas, o chapéu de cowboy inclinado, a camisa jeans aberta no colarinho, revelando a pele bronzeada. Ele sorri, aquele sorriso torto que me desarma, e me ajuda a montar uma égua mansa, as mãos firmes, mas gentis, guiando-me com cuidado.
— Pronta? — pergunta, a voz quente, como o vento que sopra nos campos.
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