Carol
A noite texana está quente, o ar denso com o perfume de terra seca e o canto dos grilos que pulsa como um coração vivo. Estou na varanda do rancho, o balanço de madeira a brisa morna lambendo minha pele como uma carícia proibida. Faz uma semana desde que Antony voltou do hospital, uma semana de olhares que tentam reacender o que a amnésia apagou. Seus olhos cor de mel, mesmo sem memória, brilham com uma fome que reacende meu corpo, como se cada olhar fosse uma promessa de nos encontrar de novo.
Antony surge na porta, a silhueta alta e forte recortada contra a luz dourada da sala. A camisa jeans, mangas dobradas, abraça os músculos dos braços, e o chapéu de cowboy inclinado dá a ele aquele charme perigoso que me desarma. Um sorriso torto curva seus lábios, e ele j**a as chaves da caminhonete no ar, pegando-as com um giro que faz meu peito apertar de desejo.
— Que tal sairmos? — pergunta, a voz grave, com um toque de nervosismo que só aumenta a eletricidade entre nós. — Só nós doi