Amanhã eu a verei de novo. E nada será simples.
Entro na minha suíte sentindo o peso inteiro da noite sobre meus ombros. O silêncio do quarto é enorme, quase acusador. Tiro o paletó, desfazendo cada botão com impaciência, como se aquilo pudesse tirar de mim o gosto amargo do que aconteceu.
Vou para o banheiro, abro o chuveiro no quente e fico ali, debaixo da água, muito mais tempo do que o necessário. Mas nada relaxa. A água escorre pelo meu corpo, mas não leva a culpa embora.
As palavras do segurança — “ela tem uma vida difícil… é uma menina