A cidade de Portland estava envolta num manto de chuva fina, o tipo que molha tudo sem fazer barulho. Na padaria de Kai, o cheiro a canela e pão fresco combatia a humidade exterior, criando uma bolha de calor reconfortante. Ele estava a fechar, a limpar meticulosamente as bancadas de granito, quando a campainha da porta tocou.
“Estamos fechados,” disse sem levantar os olhos.
“Nem para um velho amigo?”
Kai congelou. Conhecia aquela voz. Era áspera, marcada por anos de cigarros e amargura. Ele er