A verdade, uma vez libertada, não trazia alívio. Trazia um vácuo. Ezra passou as horas seguintes em silêncio absoluto, imóvel diante da janela do apartamento, observando a cidade que, em parte, já não lhe pertencia. A batalha não era mais por controle. Era por identidade.
Isla não se atreveu a tocar-lhe. Manteve-se à margem, sentada num sofá de couro, o tablet ainda nas mãos, como se o dispositivo contivesse um vírus que ela agora transportava. A gravação era a prova do xeque-mate de Clara. E d