41. Te vejo amanhã?

Emilly

— O céu? — Eu olhei para cima, estreitando os olhos por conta da claridade — Não, quero dizer. Às vezes quando está uma noite bonita, mas durante o dia… não…

Arthur inclinou a cabeça para o lado, dando um sorriso completo, fazendo meu coração acelerar.

O que está acontecendo aqui?

— Você deveria tentar. Iria se surpreender ao descobrir que mesmo durante o dia, o céu nunca está vazio — senti seu olhar preso em mim.

Eu mordi o lábio inferior, observando a vastidão azul que se abria acima de nós. Não havia uma nuvem sequer no céu.

— O céu não muda apenas porque fechamos os olhos, Emilly. Tudo sempre está lá — ele se aproximou um pouco mais, apontando para um local específico — olhe, aquilo é a lua. Ela continua ali, mesmo que muitas vezes seja ignorada.

O aroma de sua loção pós barba me atingiu, confundindo meus sentidos por um segundo.

— Como você sabe tudo isso, senhor Holbech? — Eu olhei em seus olhos verdes.

Uma sombra de diversão passou por seu rosto, ele se endireitou, se
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