Gabriel fechou os olhos, e uma lágrima silenciosa escorreu pelo canto.
Logo, o estômago começou a se revoltar, retorcendo-se em cólicas que o fizeram se encolher de dor.
Com esforço, tateou o bolso até encontrar o celular. Discou para o 192, enquanto o suor frio lhe cobria a testa. Apertava os dentes com tanta força que parecia querer esmagá-los.
A ambulância não demorou a chegar.
Os seguranças que vigiavam as saídas do condomínio só souberam do ocorrido ao vê-lo sendo levado numa maca.
Apressaram-se a acompanhar e informar o mordomo.
Como se tratava de um prédio residencial, com outros moradores no mesmo andar, os homens costumavam esperar do lado de fora para não chamar atenção.
Mas ninguém esperava que o Sr. Gabriel tivesse uma crise, ainda mais sendo ele mesmo quem pedira socorro.
Se tivesse desmaiado antes... As consequências seriam impensáveis.
O mordomo, que ainda não dormira naquela noite, correu ao hospital assim que recebeu a notícia.
Lá, soube que se tratava de espasmos gást