— Sr. Gabriel, o senhor ainda é tão jovem. Por que se deixou adoecer desse jeito? — Disse o médico com voz calma, porém firme. — O álcool só serve para entorpecer a mente, e apenas por um instante. Não resolve nada, ao contrário, só traz mais danos ao corpo. O senhor ainda tem grandes responsabilidades inacabadas. Se o coração estiver pesado, pode me contar. Eu ficarei ao seu lado para ajudá-lo a aliviar essa angústia.
Gabriel ouviu em silêncio, o rosto impassível.
Ninguém podia ajudá-lo a resolver seus problemas. Naquele momento, nem mesmo o dinheiro lhe servia para alguma coisa.
Sua fortuna não era suficiente para enfrentar a família Cardoso, muito menos para comprar o amor de Beatriz.
Naquela manhã, não fora à empresa. Ficara apenas sentado na cama do hospital, olhando para o nada.
O mordomo o observava, notando o quanto havia perdido o brilho de outrora. Já não restava nele o vigor nem a altivez de antes. No coração do velho criado, o pesar era inevitável.
Do outro lado, Sr. Henriq