Já era tarde. Ou melhor, quase amanhecendo.
O baile tava acabando, o povo indo embora aos poucos, os vapô recolhendo o que sobrou. Eu tava no camarote, sentado, com os olhos pesados, a cabeça leve.
Bebi pra caralho.
Cheirei mais do que devia.
A mistura tava me deixando num estado meio mágico, meio perigoso, onde tudo parece mais intenso, mais fácil, mais urgente.
O Edy já tinha sumido.
Vi ele saindo com as duas moças que tava desenrolando a noite inteira. As duas se derretendo por ele. Típi