O baile tá bombando, o grave do funk fazendo meu peito vibrar. A Daiane e eu tamo na pista, perto do camarote, dançando e rindo igual duas loucas. O álcool já subiu um pouco na cabeça, aquele geladinho gostoso que deixa a gente solta, leve.
Mas tem duas coisas me incomodando.
Primeiro, o Russo.
Olho disfarçado pra onde ele tá, no camarote ao lado, e puta merda. O cara é bonito, tenho que admitir. Daquele tipo perigoso, olho claro, maxilar quadrado, corpo definido. Se ele não fosse um escroto