O quarto ainda tá escuro quando eu acordo de novo. A luz da manhã já tentou entrar pelas frestas, desistiu, voltou a insistir. Agora tá aquele tom azulado, meio cinza, de quem não sabe se vai chover ou se o sol vai aparecer. Parece muito com a minha cabeça hoje.
Viro de lado devagar pra não acordar ela. Sayuri tá dormindo na posição que deitou depois do 69, meio de bruços, o cabelo colorido esparramado no travesseiro igual tinta derramada. O lençol escorregou e cobre só a perna dela. O resto do