Eu tô sentado na cadeira velha da sala da casa do Vassoura, cotovelos apoiados nos joelhos, mãos cruzadas apertando uma na outra, olhando pro chão de cimento queimado. O silêncio entre nós carrega anos de coisas mal resolvidas, nomes que não são ditos, lembranças que doem como ferida aberta que nunca cicatrizam direito. O rosto dele ainda tá marcado da surra que eu dei — olho esquerdo roxo e inchado, lábio cortado, nariz inchado, costela que faz ele respirar curto e cuidadoso.
Isso deixa tudo