Eu tô largado nesse sofá velho que range a cada movimento, o corpo inteiro reclamando da surra que levei do Jogador. As costelas doem quando respiro fundo, o rosto tá inchado, roxo, e cada hematoma parece ter vida própria, pulsando quente. Mas o que tá me matando de verdade não é isso não. É a cabeça. Essa porra de cabeça que não desliga, que fica remoendo tudo, girando como ventilador quebrado. Culpa, arrependimento, raiva misturada com saudade.
Eu fecho os olhos e vejo o rosto do Trovoada,