Eu tô subindo essa ladeira do morro agora, o sol queimando a minha nuca, e o suor escorrendo pelas tatuagens nos meus braços. Caraca, véi, 32 anos nas costas e ainda me sinto como se tivesse 20, mas com mais cicatrizes pra contar.
Meu nome é Edy, sou alto, forte, daqueles que impõem respeito só de olhar. Os vapô me chamam de "o cara", e eu rio, porque no fundo sou só um maluco que tenta equilibrar essa loucura toda. Tô carregando uma sacola de pães fresquinhos da padaria lá embaixo, ritual diá