O silêncio da madrugada era cortado apenas pelo som do vento balançando as janelas. Isabela não dormia, não conseguia. A tempestade da noite anterior havia deixado uma inquietação grudada na pele, como o toque de Romeu que ainda queimava sua memória. Ela virou na cama pela milésima vez, a camisola leve colando no corpo por causa do suor frio.
Foi quando a maçaneta girou e ela se sentou num susto.
— De novo, não... — murmurou para si mesma, quando viu a silhueta dele surgindo na penumbra do quar