O silêncio na limusine era ensurdecedor. A cidade se esvaía pelas janelas escuras, mas ali dentro, tudo parecia em suspenso, como se o tempo segurasse a respiração junto com eles.
Romeu não parava de olhar para Isabella. Ela, no canto do banco de couro, com a postura ereta e o olhar fixo na janela, parecia feita de gelo. Mas ele sabia, sabia que por trás daquela frieza havia uma tempestade prestes a romper.
— Você foi perfeita hoje — arriscou ele, a voz baixa, tensa.
Ela soltou uma risada seca,