O som da cidade nunca pareceu tão alto.
Buzinas.
Vozerios.
Helicópteros.
Discussões nas ruas.
Era como se o mundo tivesse perdido o ritmo… e agora estivesse tentando reaprender a respirar.
Beatriz observava tudo da janela.
Cada movimento.
Cada reação.
Sem filtro.
Sem controle invisível.
Sem o sistema.
— Estranho, não é? — disse Helena, encostando-se ao lado dela.
Beatriz não desviou o olhar.
— Parece errado… mas ao mesmo tempo… certo.
Helena assentiu lentamente.
— Porque agora é