A ideia não saiu da cabeça de Beatriz.
Criar algo novo.
Não um sistema de controle.
Mas algo que impedisse que o controle absoluto voltasse.
Ela estava sentada à mesa, cercada por papéis, anotações e o notebook aberto, quando Helena se aproximou.
— Você não dormiu, né?
Beatriz soltou um leve suspiro.
— Nem você.
Helena puxou uma cadeira e sentou ao lado dela.
— Eu estava pensando…
Beatriz levantou o olhar.
— Sobre?
— Sobre como a gente chegou até aqui.
O silêncio se instalou por um