ARTHUR VASCONCELOS
O sangue gelou nas minhas veias. Não por causa das acusações de Camila, eu lidaria com o ódio dela depois, mas pelo nome que ela pronunciou.
Felipe deveria estar morto. Ou, na pior das hipóteses, congelando em algum buraco na América do Sul, longe demais para causar problemas.
Se ele estava em Londres...
Se ele estava em Kensington Gardens...
E se ele conseguiu se aproximar de Camila sem que minha equipe de segurança interceptasse...
Merda.
Disquei o número de Russo, meu chefe de segurança. O telefone chamou uma vez. Duas.
— Senhor? — Russo atendeu.
— Código Vermelho — ordenei, caminhando rapidamente até a janela e espiando através da cortina. A rua parecia calma. — Quero o perímetro fechado agora. Tragam o carro blindado para a entrada de serviço. Estamos saindo.
— O que houve? — Camila perguntou atrás de mim, a raiva dando lugar à confusão.
Ignorei-a por um segundo, minha mente trabalhando a mil por hora. Felipe era um covarde. Um playboy falido e sem e