ARTHUR VASCONCELOS
O cheiro de antisséptico impregnava o corredor do Hospital Santa Catarina. Era um odor que eu conhecia bem, o cheiro de lugares onde a vida e a morte negociavam em sussurros.
Caminhei pelo corredor da ala VIP, o quarto era 304.
Parei diante da porta de madeira clara. Minha mão pousou sobre a maçaneta de metal. Por um segundo, o grande Arthur Vasconcelos hesitou. O medo não era uma emoção que eu costumava sentir, mas o que estava atrás daquela porta tinha o poder de destruir