CAMILA NOGUEIRA
— Arthur… — Minha voz saiu aguda. — Você está drogado?
Eu me sentei na cama, ignorando a pontada de dor no meu quadril. Nesse momento precisava de toda a minha capacidade cerebral. E o homem à minha frente, meu marido, acabara de propor algo que beirava a insanidade.
Ele soltou um suspiro.
— Nunca usei nenhuma substância ilícita, Camila. — disse ele, com aquela voz grave e aveludada. Não havia ironia, nem sarcasmo. — Estou falando sério.
— Nesse caso, então você é louco — d