— Isso só pode ser o cúmulo! — exclamou Constança, parecendo cuspir fogo pelas narinas. — Quando foi que o meu filho chegou?
— Agora há pouco — respondeu Lorena, contendo o sorriso que ameaçava surgir. — Não é da minha conta, senhora, mas preciso alertá-la de que ele não está com o melhor dos humores.
A cada palavra que dizia, Lorena percebia a raiva da patroa crescer, e aquilo lhe dava um prazer perverso. Sabia que Constança era a única capaz de mudar aquela situação.
— Então quer dizer que ele some e, quando resolve aparecer, já vem querendo desfazer as minhas ordens? — disse Constança, indignada. — Eu não vou permitir isso, não mesmo! — completou, cerrando os punhos.
Ela respirou fundo e lançou um olhar cortante para Lorena.
— Se quiser ir até a cidade, vá. Mas fique sabendo que estará me contrariando! — declarou, virando-se bruscamente e saindo dali.
Lorena ficou imóvel por alguns segundos, com o coração acelerado. Sabia que desobedecer a Constança poderia lhe custar caro, mas as