Percebi que aquele gesto a constrangeu, mesmo assim não me importei com nada. Ela apenas segurou a roupa e fez menção de sair dali, mas a interrompi novamente.
— Depois de jogar isso no lixo, quero que vá até a cidade e compre roupas para a Sara — ordenei, sem me preocupar nem um pouco com o tom da minha voz.
Lorena me olhou surpresa, tentando entender o motivo da minha explosão.
— Q-que tipo de roupa? — perguntou, assustada.
— Ela não tem nada para vestir, então traga tudo o que uma mulher precisa. Não poupe nada.
— Mas Renato, eu nem sei o número de roupa que ela usa.
— Ah, é mesmo que não sabe? — Ironizei. — Na hora de escolher o uniforme para ela, parece que você não teve a mesma dúvida de agora.
— Não fui eu que…
Ela tentou argumentar, mas isso me deixou mais furioso.
— Você é a governanta desta casa e tudo o que acontece aqui passa por você, então não tente terceirizar a culpa do que aconteceu para outras pessoas.
— Tudo bem — respondeu, com um olhar que implorava por compreensão