Juliana Pacheco
O silêncio daquela casa sempre me incomodou.
Não era um silêncio de paz. Era um silêncio pesado, artificial, construído com dinheiro demais e verdade de menos. As paredes eram grandes, frias, cheias de obras caras que nunca significaram nada para mim além de status. Ainda assim, naquela manhã, eu caminhava de um lado para o outro tentando ignorar a sensação sufocante que insistia em apertar meu peito desde que acordei.
Eu sabia.
Não exatamente o quê, mas sabia que algo estava er