O quarto estava mergulhado naquele silêncio raro que só existe de madrugada. Estava deitada, de lado, observando Gael. Ele ainda não dormia. Estava de costas para mim, o braço dobrado sob a cabeça, o olhar perdido no teto. Mesmo na penumbra, eu conseguia perceber a tensão em seus ombros, a rigidez que não o abandonava desde que chegara do trabalho.
Passei os dedos devagar por suas costas, um gesto automático, íntimo.
— Você devia tentar dormir — murmurei.
Ele respirou fundo, como se estivesse p