Uma hora.
Exatamente uma hora.
Foi o tempo que Gael levou lá em cima, e eu soube disso porque meu corpo contou cada minuto como se fosse um relógio inquieto demais para descansar. Não olhei para o celular. Não marquei no relógio da parede. Não precisei. Havia uma espécie de pressão silenciosa dentro de mim que sabia exatamente quanto tempo havia passado desde que ele subira aquelas escadas.
Uma hora era tempo demais para um banho rápido.
Os meninos continuavam acordados, agora sentados no tapete, cercados por bonecos e carrinhos que haviam evoluído de avião para navio espacial, depois para dinossauros que falavam e, por fim, para algo completamente indefinido que só existia na lógica deles.
As meninas tinham acordado havia alguns minutos. Auriel reclamou baixinho, Aniel acompanhou logo depois, como se uma não soubesse existir sem a outra. Peguei as duas no colo alternadamente, caminhei pela sala, cantei baixinho, balancei o corpo até que os olhinhos voltassem a pesar.
Enquanto isso, m