Gael Lubianco
A cada quilômetro percorrido até o apartamento de Paulina, o rosto de Leandra insistia em surgir na mente. Não havia como afastá-la. O olhar que me lançou durante o almoço ainda queimava na memória decepcionado, ferido, silencioso. Não me acusou de nada, mas seus olhos diziam tudo. Um incômodo surdo se espalhava pelo peito, e quanto mais acelerava pelas ruas da cidade, mais parecia fugir de algo que, no fundo, já estava dentro de mim.
Ao estacionar diante do prédio de Paulina, res