O ar pareceu ser arrancado da sala no instante em que Paulina surgiu. Os saltos dela batiam contra o piso como marteladas, cada passo esmagando a serenidade que, pouco antes, começava a se formar. O espaço, antes leve, cheio de risos, foi tomado por uma sombra sufocante.
Com o queixo erguido e aquele ar de superioridade calculada, ela bateu palmas. Lentamente. Cada estalo ecoava carregado de ironia, como chicotadas invisíveis.
— Que cena mais… comovente. — disse, o sorriso debochado se abrindo