Gael Lubianco
Estava sentado no sofá com o celular entre as mãos, encarando a tela apagada, sentindo o coração bater como se quisesse me lembrar de que ainda estava vivo, ainda que preso a uma mistura amarga de medo e alívio. Meu pai estava de pé, perto da janela, observando o jardim lá fora. A luz do fim da tarde atravessava o vidro, banhando o rosto dele num tom dourado, e por um instante eu quase o vi como antes, o homem forte, imponente, que parecia saber o que fazer diante de qualquer cris