Meu coração acelerou. Instintivamente, dei um passo para trás, colocando-me entre ele e os berços, como se meu corpo fosse a única barreira possível entre a inocência dos meus filhos e a escuridão que vinha dele.
— Gael… você está bêbado. Não é a hora. — minha voz vacilou, mas tentei soar firme.
Ele não parou. Cada passo que dava parecia pesar sobre mim, como se o ar se tornasse denso, sufocante. Quando estiquei a mão para afastá-lo, já era tarde: suas mãos me agarraram pela cintura com força.