Na manhã seguinte, quando Pieter Kruger atravessou as baias abertas do escritório, pareceu que o ar ficou mais pesado por um instante. Não porque ele exigisse atenção — mas porque o ambiente aprendia, sozinho, a entregá-la.
Ao passar pelos corredores das salas dos gerentes, um dos painéis de vidro devolveu seu reflexo. Pieter não diminuiu o passo. Apenas lançou um olhar rápido, como quem confere um detalhe que já conhece de cor.
O reflexo mostrou um homem alto e longilíneo, o tipo que chamava