Eu não dormi.
Não porque não consegui.
Mas porque não quis.
O silêncio do quarto era limpo demais, organizado demais, como se nada tivesse mudado nas últimas horas — como se tudo ainda estivesse dentro de um plano previsível.
Não estava.
E eu sabia.
Fiquei deitada olhando para o teto por tempo suficiente para perceber algo que não admiti em voz alta:
Eu não estava apenas pensando na estratégia.
Eu estava pensando nele.
Na forma como Arthur perde o controle só o suficiente para ser perigoso… e v