Eu deveria ter me afastado.
Era o movimento lógico. Seguro. Coerente com tudo o que eu tinha estabelecido desde o início.
Mas lógica não foi o que me guiou naquele momento.
Foi curiosidade.
Foi tensão.
Foi a forma como Arthur estava me olhando — como se cada reação minha fosse uma peça em um jogo que ele ainda não tinha decidido como jogar.
Eu não recuei.
Mas também não avancei.
Fiquei exatamente onde estava.
— Isso é um problema — murmurei.
Os olhos dele não saíram dos meus.
— Ainda não.
Incli