Sabrina Vilar
O silêncio do banco de trás do carro era tão espesso que eu sentia que precisaria de uma faca de caça para cortá-lo. Eu olhava pela janela, observando o caos familiar de São Paulo, mas minha mente estava presa dentro daquela cabine blindada. Ao meu lado, Augusto revisava algo em seu tablet, a mandíbula tão tensa que eu jurava ouvir o som dos dentes rangendo.
Ele não era mais o homem que ria comigo na cozinha da casa de campo. O Augusto "versão relaxado", que se perdia nos meus ab