Letícia Bianchi
O ar no aeroporto de Charles de Gaulle tinha aquele cheiro característico de despedidas e recomeços — um misto de combustível de aviação, café forte e a eletricidade estática de mil vidas cruzando caminhos.
Leonardo estava de pé, à porta do portão de embarque, com uma mala pequena e a postura contida que, agora eu sabia, era apenas um escudo.
Ao vê-lo, senti uma pontada no peito. Tinha sido uma semana intensa, reveladora. Leonardo não tinha vindo a Paris apenas para "resolver