Julian Cedric
O buquê de rosas vermelhas estava sobre a mesa da sala, ocupando um espaço que parecia grande demais para o que representavam. Eram flores de uma perfeição artificial, impecáveis, sem um único espinho aparente, como se o Charles tivesse se preocupado em polir cada pétala antes de enviá-las. Ao lado, o cartão com a caligrafia que eu reconhecia de longe — fria, elegante e calculada.
Letícia estava na cozinha, preparando o chá, e eu observava as flores com um nó no estômago que eu n