Sabrina Duran
O brilho estroboscópico do L’Éclipse costuma ser o meu lugar de paz, por mais irônico que isso soe. Para a maioria das pessoas, o barulho ensurdecedor, o cheiro de perfume caro misturado a gim tônico e o suor da pista de dança são o caos puro. Para mim, é onde eu tenho o controle. É onde eu sou a rainha do tabuleiro. Mas hoje? Hoje as luzes parecem estar fritando meus nervos e a música está martelando em cima de uma ferida que eu achei que já tinha fechado com sete chaves e um ca