Júlia Cavalcante
O crepúsculo de São Paulo, geralmente cinzento e apressado, decidiu abrir uma exceção para nós naquele sábado. O céu não era apenas um teto sobre nossas cabeças; era uma tela pintada à mão, onde tons de pêssego, lavanda e ouro se fundiam em uma promessa de que a beleza, afinal, sempre encontra uma maneira de romper as nuvens.
Eu estava no andar de cima da mansão que Lian havia, com tanta determinação, recuperado do passado. O espelho de corpo inteiro diante de mim refletia uma