Augusto Vilar
A luz da manhã de domingo entrou pelas frestas da varanda da mansão Bianchi com uma suavidade que agrediu meus olhos, acostumados à penumbra dos escritórios e ao brilho artificial das telas de computador. Abri os olhos devagar, sentindo um peso reconfortante sobre o peito e um calor que não vinha apenas do sol.
Sabrina estava ali.
Ela estava encolhida contra o meu lado, a respiração rítmica e profunda, ainda perdida em um sono que parecia, pela primeira vez, desprovido de guar